De ouro a cannabis: 5 revestimentos inusitados usados em carros

A indústria automotiva parece ser dependente de tipos de metais – e pronto, acabou. Realmente ela utiliza diversos tipos de liga, mas também não deixa de inovar quando necessário ou em busca de novos componentes.

Em alguns casos também é movida pela tradição de um modelo, marca ou determinado segmento por usar materiais como a madeira, ainda hoje na produção de carros.

Separamos cinco materiais que você provavelmente não esperava ver na produção e construção de veículos.

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    Ouro

    A McLaren, quando criou seu primeiro superesportivo de rua, o F1, precisava lidar com uma questão de calor que saía do enorme motor V12 que a marca adotou.

    Como custo não era questão preponderante, usou um dos melhores isolantes térmicos que existe: ouro. O material foi utilizado para revestir todo o cofre do motor.

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    Cannabis

    Mais antiga que o algodão como item para produção de linhas, a cannabis tem suas derivações. Uma delas é o cânhamo, utilizado atualmente para criar remédios com CDB (princípio ativo sem o efeito alucinógeno da maconha).

    O cânhamo também foi utilizado em 2008 no esportivo Lotus Elise. A empresa britânica criou uma versão do carro que era 32 kg mais leve graças aos bancos esportivos criados com a fibra da planta.

    Em 1941, a Ford mostrou um conceito de carro com cânhamo na produção da carroceria e que também queimava óleos da planta.

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    Madeira

    Se já houve um momento na história em que a madeira era um item preponderante na construção de carros, hoje é muito encontrada no acabamento de painéis de carros de luxo.

    Ainda assim, a fabricante britânica Morgan, que produz carros com mecânica moderna da BMW e aparência retrô, ainda aposta no uso de madeira em seus chassis. Eles usam madeira de freixo, que é um tipo de árvore, mas as peças não são 100% do material como já foi antigamente.

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    Bambu

    A empresa sueca Rinspeed é mestre em criar projetos e soluções inovadoras. Se nem sempre eles chegam às ruas, por vezes ao menos servem de estudos para outras marcas que buscam inovar, seja por sustentabilidade ou ser descolado.

    No caso do BamBoo Concept, o interior do veículo foi todo produzido usando fibra de bambu, como o nome sugere.

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    Coco

    Desde 1994, a Mercedes-Benz usa fibra de coco para criar o estofamento dos veículos comerciais que produz no Brasil, como a Sprinter.

    Além disso, a Fiat chegou a testar o material no Uno Ecology, apostando no uso no interior e também nos bancos.